O Brasil tem uma enorme variedade de frutas nativas que ainda são pouco conhecidas fora de suas regiões de origem. O araticum é um desses exemplos: uma fruta de aparência curiosa, polpa cremosa, sabor doce e aroma marcante, muito associada ao Cerrado brasileiro.
Dependendo da região e da espécie, o araticum também pode ser conhecido por nomes como marolo. Apesar de não ser uma fruta tão comum nas feiras e supermercados das grandes cidades, ele tem uma presença importante na cultura alimentar de algumas regiões brasileiras.
Mas afinal, como é o araticum, qual é o seu sabor e como essa fruta pode ser consumida?
O que é o araticum?
Araticum é o nome popular utilizado para diferentes espécies de plantas da família Annonaceae, a mesma família que inclui frutas conhecidas como a pinha e a graviola.
Entre os araticuns encontrados no Brasil está o araticum-do-Cerrado, também conhecido como marolo em algumas regiões. A fruta costuma ser arredondada ou ligeiramente alongada e apresenta uma casca formada por pequenas saliências.
Quando amadurece, sua casca pode adquirir tons que variam entre verde, amarelo e marrom, dependendo da espécie.
Por dentro, o araticum revela uma polpa clara, macia e bastante aromática, que envolve numerosas sementes.
Qual é o sabor do araticum?
Essa é uma das características mais marcantes da fruta.
O araticum maduro costuma apresentar sabor doce, intenso e bastante aromático, com uma textura macia e cremosa. Algumas pessoas percebem notas que lembram outras frutas tropicais, mas o sabor do araticum é bastante particular.
É justamente essa combinação de aroma forte, doçura e textura que faz com que a fruta seja consumida principalmente quando está bem madura.
Araticum e marolo são a mesma coisa?
Aqui existe uma pequena confusão de nomes.
Em algumas regiões do Brasil, principalmente em áreas do Cerrado e de Minas Gerais, marolo é um dos nomes utilizados para o araticum-do-Cerrado.
Por isso, dependendo da região, você pode encontrar a mesma fruta sendo chamada de araticum ou marolo.
Também é importante lembrar que o nome “araticum” pode ser utilizado para diferentes espécies. Portanto, nem todo fruto chamado de araticum será necessariamente idêntico em tamanho, aparência ou sabor.
Quais nutrientes o araticum possui?
Como outras frutas, o araticum pode contribuir para uma alimentação variada por fornecer água, fibras, carboidratos naturais e diferentes vitaminas e minerais.
A composição nutricional pode variar de acordo com a espécie, maturação e condições de cultivo, mas a fruta apresenta principalmente:
- Fibras alimentares;
- carboidratos naturais;
- vitamina C;
- compostos antioxidantes;
- minerais em diferentes quantidades.
As fibras presentes nas frutas fazem parte de uma alimentação equilibrada e ajudam a aumentar a variedade de fontes de fibras consumidas no dia a dia.
Quais são os benefícios do araticum?
Ainda existem estudos sobre diferentes espécies de araticum, mas, dentro de uma alimentação equilibrada, a fruta pode contribuir nutricionalmente de algumas maneiras.
Fonte de fibras
A presença de fibras é um dos pontos interessantes do araticum. Elas participam do funcionamento adequado do intestino e ajudam a aumentar a saciedade das refeições.
Contém vitamina C
A vitamina C participa de funções importantes do organismo, incluindo o funcionamento do sistema imunológico e a proteção das células contra os danos causados pelos radicais livres.
Fornece compostos antioxidantes
As frutas apresentam diferentes compostos bioativos, e o araticum também possui substâncias com atividade antioxidante.
Esses compostos ajudam a proteger as células contra o estresse oxidativo e fazem parte da variedade de substâncias naturais encontradas nos alimentos de origem vegetal.
Ajuda a diversificar a alimentação
Talvez um dos maiores benefícios de conhecer frutas como o araticum seja justamente ampliar a variedade da alimentação.
Experimentar frutas nativas brasileiras é uma forma interessante de conhecer novos sabores e incluir diferentes alimentos no cardápio.
Como comer araticum?
O araticum costuma ser consumido in natura, principalmente quando está maduro.
Depois de abrir a fruta, a polpa pode ser retirada com uma colher ou consumida cuidadosamente, separando as sementes.
A polpa também pode ser utilizada em preparações como:
- sucos;
- vitaminas;
- sorvetes;
- doces;
- geleias;
- mousses;
- sobremesas;
- licores e outras bebidas.
Seu sabor marcante faz com que pequenas quantidades de polpa já sejam suficientes para dar bastante personalidade às receitas.
E as sementes do araticum?
Essa é uma característica que chama bastante atenção.
O araticum possui muitas sementes grandes e duras, distribuídas pela polpa. Por isso, comer a fruta exige um pouco de paciência para separar a parte comestível das sementes.
As sementes não são a parte normalmente consumida da fruta. O ideal é retirar e descartar as sementes ao comer o araticum, em vez de mastigá-las.
Elas também podem ser utilizadas para propagação da planta, embora o cultivo a partir de sementes possa apresentar diferenças em relação à planta que produziu o fruto.
E aqui está uma curiosidade interessante: justamente por possuir tantas sementes, o araticum pode parecer ter mais “caroços” do que polpa quando aberto. Mas isso faz parte das características naturais da fruta.
Como escolher um araticum maduro?
Como o araticum não é uma fruta encontrada com tanta facilidade em supermercados, pode ser difícil saber exatamente o ponto ideal.
De maneira geral, um fruto maduro apresenta aroma mais intenso e características de amadurecimento perceptíveis na casca.
Dependendo da espécie, a coloração pode mudar durante o processo de maturação. A fruta também pode ficar mais macia.
Quando estiver muito madura, a polpa pode começar a apresentar alterações de textura e aroma. Por isso, o ideal é consumir logo depois de atingir um bom ponto de maturação.
Como conservar o araticum?
O araticum maduro é mais delicado e deve ser manuseado com cuidado.
Se estiver inteiro e ainda não completamente maduro, pode permanecer em local fresco até chegar ao ponto adequado.
Depois de maduro, o ideal é consumir em pouco tempo. A polpa retirada da casca pode ser armazenada sob refrigeração em recipiente fechado.
Também é possível congelar a polpa para utilizar posteriormente em vitaminas, sorvetes, doces e outras receitas.

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Araticum é a mesma coisa que fruta-do-conde?
Não.
Embora pertençam à mesma família botânica e tenham algumas semelhanças, araticum e fruta-do-conde são frutas diferentes.
A fruta-do-conde, também chamada de pinha em muitas regiões, costuma ser menor e possui características próprias de sabor, textura e aparência.
O araticum-do-Cerrado, por outro lado, geralmente apresenta frutos maiores e uma polpa bastante aromática, além de muitas sementes.
Essa proximidade entre as espécies pode causar confusão, mas não significa que sejam a mesma fruta.
Curiosidades sobre o araticum
🌱 É uma fruta nativa do Brasil: diferentes espécies de araticum fazem parte da biodiversidade brasileira.
🍈 É muito associado ao Cerrado: o araticum-do-Cerrado é uma das frutas nativas utilizadas tradicionalmente na alimentação de algumas regiões.
🌿 Possui muitas sementes: ao abrir a fruta, é comum encontrar uma grande quantidade de sementes envolvidas pela polpa.
👃 Tem aroma marcante: quando maduro, o cheiro do araticum pode ser bastante intenso.
🍨 Vai além do consumo in natura: sua polpa pode ser utilizada em diversas sobremesas e preparações.
🇧🇷 Ainda é pouco conhecido em muitas partes do país: apesar de sua importância regional, muita gente nunca teve a oportunidade de experimentar um araticum.
Vale a pena conhecer o araticum?
Com certeza.
O araticum mostra como a diversidade de frutas brasileiras vai muito além das opções que normalmente encontramos nos supermercados.
Sua polpa doce e cremosa, o aroma intenso e a quantidade de sementes tornam a fruta bastante diferente de muitas das frutas mais populares do dia a dia.
Conhecer e experimentar alimentos nativos também ajuda a valorizar a biodiversidade brasileira e a aumentar a variedade da alimentação.
Se você encontrar araticum ou marolo em uma feira ou produtor da sua região, pode ser uma ótima oportunidade para experimentar uma fruta que faz parte da riqueza natural e alimentar do Brasil.


